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Projecto Nyalutanda Verde

Projecto Nyalutanda Verde

Localizado na cidade de Tete, o Vale de Nyalutanada é o campo de furos de onde é captada a água consumida pelos habitantes daquela região. Até 2015 a produção era de 11 773 m3/dia; actualmente são 19 427 m3/dia.

Devido a importância vital deste aquífero, em 2015 foi finalizado um Estudo Detalhado sobre o Aquífero do Vale de Nyalutanda onde, entre outras, foram definidas medidas para protecção parcial e sua gestão tendo em conta o papel dos diversos intervenientes.

Como forma de responder as medidas de protecção do aquífero proposto pelo estudo, foi elaborado um “Plano de Acção Multissectorial para Protecção e Utilização Sustentável dos Recursos Hídricos Subterrâneos do Vale de Nyalutanda”, aprovado pela Assembleia Municipal de Tete, em Dezembro de 2017.

Esta foi a base fundamental para que a ARA-Zambeze em parceria com o Conselho Municipal da Cidade de Tete (CMCT) formulassem o Projecto Nyalutanda Verde que, inclui entre outros aspectos a recuperação paisagística no que concerne a melhoria dos espaços públicos.

Este projecto é financiado pelo Governo de Moçambique e Reino dos Países Baixos em parceria com a VIA Water (da Holanda).

Como resultado do Estudo Hidrogeológico do Aquífero do Vale de Nyalutanda foram identificadas várias ameaças tais como:

  • Vulnerabilidade do Aquífero – contaminação nas áreas onde a camada da argila é fina ou esta ausente concretamente nas zonas de recarga e de inundação.
  • Escavação da camada protectora da argila – destruição irreversível da protecção natural do aquífero;
  • Regime de bombagem e configuração dos furos – intrusão salina e de nitratos. Activação de bactérias de ferro;
  • Falta de instalações sanitárias nos bairros – Contaminação por nitratos e E-Coli;
  • Fecalismo ao ar livre – contaminação por nitratos e E-Coli;
  • Influxo no vale das águas residuais não tratadas – Contaminação por nitratos e E-Coli;
  • Actividades agrícolas e construção dos poços abertos – Contaminação de pesticidas e fertilizantes (NPK) e contaminação com nitratos através de poços. Risco de cólera;
  • Aterros de resíduos sólidos não controlados – Risco de contaminação de matéria tóxica como pilhas.

Intervenientes no Projecto

  • ARA-Zamabeze: Responsável pela protecção dos recursos hídricos (monitoria qualitativa e da disponibilidade no sistema aquífero, inspecção ambiental);
  • Conselho Municipal da Cidade de Tete: Responsável pelo saneamento do meio (ocupação do solo e ordenamento territorial, gestão de resíduos sólidos e líquidos, sistema de drenagem);
  • Direcção Provincial de Infra-Estruturas: Responsável pela actividade mineira (extracção de argilas e inertes);
  • Direcção Provincial de Agricultura: Responsável no controlo de actividades agrícolas, acções de sensibilização aos camponeses para práticas sustentáveis com vista a não contaminação do aquífero pelo uso de fertilizantes, etc;
  • Direcção Provincial da Saúde: Responsável na educação cívica sobre as boas práticas de higiene individual e comum em prol da saúde de todos.   

Objectivos do Projecto

Implementar diversas acções para a protecção dos recursos hídricos subterrâneas no Vale de Nyalutanda, garantido a boa saúde hídrica e da população da área Municipal da Cidade de Tete, por meio de:

  • Plantio de árvores;
  • Construção de infra-estruturas hidráulicas;
  • Sensibilização comunitária;
  • Melhoramento de saneamento do meio;
  • Criação de espaços públicos atractivos.

Actividades Realizadas na Primeira Fase do Projecto

  • Elaboração do Plano Operacional;
  • Formação de 16 Fiscais do Ambiente;
  • Construção de 3 sanitários públicos;
  • Aquisição de material de escritório;
  • Plantio de 5500 árvores diversas;
  • Construção de duas represas de areia;
  • Construção de dois sistemas de tratamento de efluentes líquidos urbanos;
  • Melhoramento dos espaços públicos.

 

Vale realçar como pontos fracos (i) a falta de colaboração da comunidade na protecção das plantas; (ii) ignorância sobre a importância e conservação das plantas para o bem comum, em sociedade; (iii) falta de denúncia e protecção dos protagonistas na destruição de plantas e outras acções nocivas; (iv) o fraco envolvimento directo e massivo das estruturas dos bairros; e (v) o insuficiente tempo disponibilizado para sensibilização comunitária.

Entretanto, destaca-se (i) a apreciação positiva do projecto dentro da comunidade com realce para a camada jovem; (ii) o papel preponderante desempenhado pelas mulheres na sensibilização da comunidade, sendo relevante o apoio da liderança local; (iii) a necessidade de uma educação cívica contínua as comunidades para que se identifiquem com o projecto, pois nada pode ser feito sem o envolvimento dos mesmos.

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