Plano Estratégico para Obras de Armazenamento de Água na Bacia do Zambeze

Participantes da Reunião para Apresentação do Relatório da Fase 4: Cenários de Desenvolvimento

 

Uma das atribuições da ARA-Zambeze na componente de obras hidráulicas é desenvolver projectos de infra-estruturas hidráulicas para o aumento da disponibilidade de água para abastecimento, agricultura, abeberamento do gado, contributo para combate à pobreza e garantir a segurança alimentar ao nível dos distritos.

 

Neste contexto, a ARA-Zambeze promoveu no dia 29 de Janeiro, na sala de reuniões do Paraíso Misterioso, cidade de Tete, uma reunião para apresentação do relatório do Plano Estratégico para o Desenvolvimento de Obras de Armazenamento de Água na Bacia do Zambeze, que contou com a presença do Director Geral da ARA-Zambeze, Directores Provinciais das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos de Tete e Manica, e representantes de Sofala e Zambézia; Directores da Agência do Vale do Zambeze, SDPI e SDAE, entre outros parceiros do Governo.

 

          

                    Membros do Presídio                                                       Participantes da reunião                                         Apresentação do Relatório pela EEPLAN e HIDRA

 

O estudo, que é levado a cabo pela empresa EEPLAN, com contribuição da HIDRA, teve seu início em Janeiro de 2017, visa identificar o potencial (técnico, social e económico) para desenvolvimento de obras para o armazenamento de água, com particular ênfase para obras de pequena dimensão na bacia do Zambeze (represas).

 

O relatório apresentado no dia já vai na 4ª fase, denominada Cenários de Desenvolvimento, o qual apresentou soluções prioritárias para estabelecer estudos de viabilidade e programas de implementação das obras hidráulicas na Bacia do Zambeze.

 

O plano estratégico deverá ser um instrumento orientador para o desenvolvimento de obras para o armazenamento de água, bem como para mobilização de investimentos para execução de tais projectos.

Projecto Nyalutanda Verde

Reunião para Implementação do Projecto Nyalutanda Verde

 

 

Decorreu hoje, 22/01/2018, nos escritórios da sede da ARA-Zambeze a reunião para discussão da implementação do projecto Nyalutanda Verde, que visa medidas integradas para evitar o escoamento de águas negras para o Vale de Nyalutanda, na cidade de Tete.

 

 

 

 

 

 
Estiveram presentes para além da ARA-Zambeze, o Conselho Municipal da Cidade de Tete, FIPAG de Tete, Direcções Provinciais de Agricultura e Segurança Alimentar; Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural; Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos; Recursos Minerais e Energia; os Serviços Distritais de Actividades Económicas da cidade de Tete (SDAE); e o Secretário do Bairro Mateus Sansão Mutemba.

 

                                                 

              

O Vale de Nyalutanda, localizado entre os bairros Josina Machel, Filipe Samuel Magaia e Sansão Mutemba, na cidade de Tete, é de extrema importância por ser onde se localizam os furos de captação de água para abastecimento urbano.


O Estudo Hidrogeológico do Vale de Nyalutanda teve início em 2015, com o objectivo de conhecer a quantidade de água existente nos lençóis freáticos. O resultado apontou para existência de água em quantidade satisfatória devido ao contacto do Vale com o rio Zambeze por meio do lençol freático. Entretanto a água existente está ameaçada devido ao mau uso do espaço por fecalismo a céu aberto, poluição por águas negras, existência de um mercado no local (Kwachena), remoção da camada de argila para produção de tijolos destruindo assim o aquífero e falta de zonas de protecção efectivas.

 

                                         


Com o projecto Nyalutanda Verde pretende-se plantar árvores, construir balneários públicos, represas para guardar água, espaços públicos melhorados, estação de lamas fecais (extraídas das fossas dos balneários, que a posterior serão usados como fertilizantes orgânicos nos cultivos).


Este projecto é financiado pela VIA-Water do Governo Holandês.

ARA-Zambeze participa do projecto-piloto para produção de cereais financiado pelo Banco Mundial

Delegação Moçambicana e a representante do Banco Mundial na China
e os representantes do Instituto RADI

 

O Banco Mundial patrocinou, entre os dias 04 à 18 de Dezembro de 2017, a deslocação de uma equipa multissectorial, composta por Técnicos da DNGRH, ARA-Zambeze e Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar, à Republica Popular da China. A visita tinha como objectivo a troca de experiência com o Institute of Remote Sensing and Digital Earth Chinese Academy of Sciences, com o intuito de desenvolver projectos pilotos para a  produção de cereais na Sub-bacia do Rio Luenha (Província de Tete) e na região do Baixo Zambeze (Distrito de Mopeia -  Província da Zambézia).

 

A visita da equipa moçambicana foi o marco da colaboração entre os países, que culminou com a elaboração de Termos de Referências à serem aprovados em Março de 2018, aquando da visita da equipa multissectorial chinesa à Moçambique, para avaliação dos locais propostos para desenvolvimento dos projectos-pilotos. Refira-se que, a fase piloto terá uma duração de dezoito (18) meses, findo o período poderá ser estendido para outras regiões do País servindo de exemplo de boas práticas no sector da agricultura sustentável no contexto das mudanças climáticas.

 

De realçar que as referidas actividades são financiadas pelo Banco Mundial com vista a aumentar a produção e produtividade no sector agrícola usando de forma racional os recursos hídricos e a terra disponível.

 

Inspecção Ambiental na Bacia do Zambeze

Uma equipa multisectorial composta por técnicos da ARA-Zambeze e das Direcções Provinciais de Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Tete, Manica, Sofala e Zambézia, realizou, no período de Novembro à Dezembro de 2017, um trabalho conjunto de inspecção ambiental em 18 estações hidroclimatotógicas da Bacia do Zambeze, no âmbito de implementação do projecto PPCR-HYDROMET, financiado pelo Banco Mundial.

 

                                                                                  

Ilustração da inspecção ambiental nas estações da bacia do Zambeze 

 

A inspecção ambiental objectivava garantir que as intervenções nas 18 estações abrangidas tenham impactos ambientais mínimos, cumprindo com as políticas do Banco Mundial na implementação dos projectos.

 

O resultado desta actividade consistiu na categorização das intervenções, sendo que esta categoria foi "C", significando que estão isentas de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Estudo Ambiental Simplificado (EAS) pois os impactos ambientais foram considerados insignificantes.